O empresário Paulo Trevisan mantém uma coleção de 130 carros de corrida histórico


Há décadas que a cidade gaúcha de Passo Fundo, a 290 quilômetros de Porto Alegre, não possui mais um autódromo. Mesmo assim, ainda detém uma grande importância para o esporte a motor nacional. Lá está localizado o Museu do Automobilismo Brasileiro, criado pelo empresário Paulo Afonso Trevisan, ele mesmo um ex-piloto e, claro, um apaixonado pelas competições. Idealizador, curador e mantenedor do Museu, Trevisan resgatou e restaurou nada menos que 130 carros de corrida, quase todos originais – e os deixou como novos, prontos para ir à pista. Por essa obra sem precedentes para o esporte do País, o empresário será homenageado com uma ação mais do que especial durante a quinta etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, no próximo domingo (21), em Santa Cruz do Sul.
Dois modelos exibidos no Museu entrarão na pista para “puxar o grid” durante a volta de apresentação da primeira corrida do dia, marcada para as 11h. São eles: uma réplica do Opala 1979 usado por Paulo Gomes para conquistar o primeiro título da história da Stock Car – que, em 2019, completa 40 anos de existência. E o Opala Stock Car original pilotado por Ingo Hoffmann para a conquista do título de 1980 – portanto, os dois primeiros campeões da categoria. Os carros serão conduzidos pelos próprios pilotos, em um reencontro emocionante e também simbólico para as comemorações do aniversário da categoria. Antes da largada, Trevisan será apresentado ao público das arquibancadas e receberá uma placa em homenagem ao legado que vem construindo para os fãs brasileiros.
No acervo do Museu do Automobilismo Brasileiro há modelos que datam da década de 1920, caso do Ford T biposto de 1925 – um carro de quase 100 anos. A coleção começou em 1986, com um Gordini que o próprio Trevisan pilotou em pistas de terra. Além do Stock Car 1979 de Paulo Gomes, somente duas réplicas foram admitidas na coleção, por seus modelos originais terem desaparecido: o Carcará, primeiro recordista brasileiro de velocidade, em 1966, e o monoposto Landi-Bianco de Fórmula Júnior. Outros carros que chamam a atenção dos fãs são os Fórmulas Ford de Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi, protótipos como o Casari, o Maverick Divisão 3 de Luiz Pereira Bueno e muitos bólidos icônicos pilotados por nomes históricos, casos de Chico Landi (primeiro brasileiro a competir na F-1) e Pedro Vitor De Lamare.

Assessoria de Imprensa Rodolpho Siqueira e Bruno Vicária