Nesse trajeto final, o qual marca o término de uma existência, todos passarão um dia,
mesmo sem perceber de forma consciente. Mas como seria?
Em 99% dos casos, com certeza, a bordo de um Carro Funerário ou também conhecido como “Carro Fúnebre”,
mesmo para aqueles que desejam ser cremados, pois também para esses casos, existe a necessidade do transporte do corpo.

Carro fúnebre definição

Carro fúnebre ou rabecão é o veículo usado para o transporte de mortos. Em alguns países que, por motivos religiosos e culturais, a cerimônia de sepultamento dos mortos é prática considerada importante, o carro fúnebre chega a ser até um veículo de luxo, exuberante e que acaba fazendo parte da cerimônia, principalmente quando o corpo é velado em um lugar e enterrado em lugar diferente.
Uma carreata segue o veículo fúnebre. O carro fúnebre também é peça importante de um cerimonial de enterro no caso da morte de alguma personalidade. A figura do carro fúnebre tornou-se marcante em filmes que retrataram a máfia italiana, na qual, o cerimonial de enterro de mortos acabou ganhando destaque. Há também o carro do serviço funerário, popularmente chamado de rabecão em algumas regiões do Brasil. Caminhonetes, refrigeradas ou não, recolhem os corpos em caso de homicídios em vias públicas.
O carro fúnebre representa um negócio importante em alguns países, existindo montadoras especializadas em adaptar veículos para as funções do carro fúnebre ou mesmo locadoras deste tipo de veículo.

“Vagão Funerário de Paranapiacaba”.


Este vagão funerário está exposto no “Museu Ferroviário” de Paranapiacaba.
Nele foram transportados os falecidos do litoral de São Paulo até o planalto por volta da década de 1950 / 1960.

Uma breve história desses veículos assustadores e tênebres, os quais provocam assombro e medo em muitas pessoas, pois são neles que inúmeros corpos daqueles que partiram fazem sua última viagem para o descanso final.

A palavra “carro funerário” vem do Inglês Médio “herse”, que se refere a um tipo de candelabro muitas vezes colocados em cima de um caixão.
Não se sabe a data exata, mas em determinado momento do século XVII, as pessoas começaram à usar esta palavra para se referir às carruagens puxadas por cavalos que transportavam os caixões com os corpos dos falecidos até o local de seu sepultamento durante um cortejo fúnebre.
Os carros funerários permaneceram puxados por cavalos até a primeira década do século XX, época em que surgiram os primeiros carros funerários motorizados, sendo que ninguém sabe ao certo a data exata do início do seu uso, mas cogitá-se que foi entre os anos de 1901 e 1907.

Sua história nos Estados Unidos

Existe uma curiosidade muito interessante com relação aos primeiros carros funerários que entraram em uso; seus motores eram elétricos, sendo que o primeiro carro funerário movido com motor à combustão surgiu em 1909.
O responsável por sua criação foi H. D. Ludlow, um proprietário de casa funerária, o qual encomendou a construção de um veículo para transporte fúnebre em um chassis de ônibus.
Este novo tipo de carro funerário foi bastante popular entre os clientes mais ricos da época, sendo que a funerária e Ludlow o utilizou para 13 funerais e em seguida o substituiu por um modelo maior.
A inovação do transporte fúnebre inventado por Ludlow foi uma inovação na época, mas a maioria dos donos de funerárias acharam esse tipo de transporte muito caro, cerca de US $ 6000 por carro funerário, contra o custo de US $ 1,500 dos carros fúnebres antigos puxados por cavalos.
Mas em pouco tempo, com a produção de maior quantidade de motores à combustão, seu preço se reduziu, em conjunto com o aumento de potência e desempenho devido aos avanços tecnológicos que aconteciam de forma acelerada no início do século XX.
Devido à este fato, os mesmos donos de funerárias, os quais antes criticavam os novos carros fúnebres movidos com motores à combustão devido ao seu alto preço, perceberam que eram vantajosos para seus negócios, pois eram mais rápidos, e com eles poderiam ser realizados mais funerais por dia.
Desta forma os carros funerários movidos com motor à combustão se tornaram padrão a partir da década de 1920.
No mesmo ano em que começaram à ser utilizados os primeiros carros funerários movidos com motor à combustão (1909), a empresa “Crane and Breed Company” de Cincinnati, Ohio (USA) , tornou-se o primeiro fabricante oficial de carros funerários.
Seus veículos se deslocavam à uma velocidade máxima de 48 quilômetros por hora, bastante rápido para os padrões da época.
Os motores utilizados eram de quatro cilindros, e geravam apenas 30 cavalos de potência, possuindo três velocidades de transmissão.
Outras empresas logo começaram à oferecer carros funerários de fabricação própria.
Estes primeiros carros funerários movidos à gasolina imitavam o desenho quadradão dos carros funerários antigos puxados por cavalos, mas em 1930 o mais longo carro funerário, um estilo Landau foi introduzido por Sayers e Scovill, e sua forma elegante de limousine permanece popular até hoje.
Não era incomum no início e em meados do século XX, os carros funerários, além de servirem para funerais, também funcionassem como ambulâncias, dependendo da necessidade imediata da comunidade, sendo que os regulamentos para as ambulâncias se tornaram mais rigorosa após a década de 1970, sendo divididas as finalidades de uso, com um tipo de veículo para serviços fúnebres e outro para servir como ambulância. (fonte alem da imaginação e Wikipédia)

Sua História no Brasil

O transporte dos mortos passou por várias fases, de acordo com a evolução dos recursos existentes.
Diversos tipos de transportes foram utilizados, tais como:

Em redes: Em locais mais afastados e sem recursos de transportes, os mortos eram transportados enrolados em lençóis, e carregados em uma espécie de “rede” até o cemitério; Em Carros de Boi: Este tipo de transporte também foi muito utilizados, o qual levava o corpo falecido em um “Carro de Boi”, que era um transporte típico utilizado em vários locais do Brasil todo; Em Carroças: Da mesma forma empregado pelos “Carros de Boi”, os mortos eram transportados em “Carroças” até o seu destino final;  A pé: Mesmo nos dias de hoje, o transporte do morto, ainda é feito “A Pé”, com os amigos e falimialres segurando o caixão através de alças até o cemitério. Esse tipo de funeral é utilizado de acordo com a preferência da família, tendo como um último ato de amor e dedicação ao felecido, transportando-se pessoalmente até o seu descanso final; Em Carruagens: “Carruagens” luxuosas foram utilizadas para o transporte fúnebre de em enterros mais luxuosos de parentes ou amigos de famílias com maior poder aquisitivo; Vagão Ferroviário: Na “Ferrovia Paulista”, existiu um “Vagão Funerário”, o qual foi reformado e está exposto no “Museu Ferroviário de Paranapiacaba”.
Este vagão era utilizado para transportar os corpos de falecidos do litoral de São Paulo para o planalto, permitindo que pudesse ser realizado em seu interior o “Velório”, pois o caixão ficava no meio do “Carro Salão”, com velas ao seu redor, e os familiares e amigos poderiam acompanhar seu translado fazendo orações ao seu redor, ou sentados em poltronas em um outro vagão acoplado.

Com a chegada no Brasil dos primeiros carros no início do século XX, ocorreu a adaptação de alguns modelos para serem utilizados como “Carros Funerários”, substituindo os meios de transporte mais rústicos que eram empregados anteriormente.
Algumas fotos de veículos “Funerários” antigos e mais novos que foram utilizados no Brasil desde o início do século XX:

 

 

Este Ford 1925, segundo informações, era utilizado na funerária
Araújo na cidade de Santa Bárbara do Oeste,
estado de São Paulo – Brasil.

 

 

 

Este é um Jeep Rual Willys adaptado como Carro Fúnebre,
o qual era utilizado pela prefeitura municipal da cidade de Pirajú,
estado de São Paulo, Brasil, no início dos anos 1970.

 

 

 

Ford 1925 adaptado como “Carro Funerário”.
Observa-se o cuidado na preparação dos ornamentos e a cobertura para o Caixão.
Este modelo foi um dos primeiros à ser utilizado no Brasil.

 

 

 

 

Esta carroça, adaptada como “Carro Funerário”,
também foi utilizado no Brasil antes dos modelos motorizados serem implantados.