O primeiro presidente a assumir o governo em Brasília foi Jânio Quadros em 1961, o governo durou pouco tempo até sua renuncia em 25 de agosto do mesmo ano. Atrapalhado em atitudes e com medidas fora da curva como: proibir o Biquíni para as mulheres e proibir rinha de galos acabou renunciando em meio a tantas trapalhadas que realizou. Assista o vídeo no final – História Eduardo Bueno

Jânio Quadros foi eleito presidente do Brasil em 1960 e assumiu seu cargo em janeiro de 1961. O governo de Jânio foi um período turbulento, caracterizado por tomada de medidas confusas e impopulares. Após pouco mais de seis meses no cargo, encontrava-se isolado e em uma jogada política desastrosa, fatos que o levaram a renunciar à presidência do Brasil. O governo de Jânio Quadros durou seis meses e é considerado pelos historiadores como um governo confuso, que tomou decisões erradas e que contribuiu para lançar o país em um grande crise política. A pouca preocupação de Jânio com questões políticas e partidárias fez ainda com que ele entrasse em choque com o próprio partido que o havia lançado como candidato (UDN). Nas questões relacionadas à economia, o grande foco de Jânio Quadros era o combate à inflação. Para isso, iniciou um plano econômico de austeridade que previa redução de gastos e impôs algumas medidas bastante impopulares. Primeiro, o governo desvalorizou a moeda nacional em relação ao dólar em 100% e, em seguida, retirou subsídios ao petróleo e ao trigo. O resultado disso foi uma disparada dos valores de produtos importados, combustíveis, passagens de ônibus e pão. As medidas foram bem recebidas pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Clube de Haia (credores europeus e americanos), mas o custo político disso para Jânio foi tão alto que fez com que ele tentasse uma alteração na sua política econômica, por meio de um projeto mais desenvolvimentista, aplicado a partir de julho. Renúncia de Jânio Em agosto de 1961, a crise do governo de Jânio era aguda. Carlos Lacerda, o homem que o havia apoiado nas eleições, agora o atacava abertamente. Além disso, Jânio não tinha o apoio do Congresso. Em decorrência dessas situações, tomou uma atitude drástica: apresentou sua renúncia no dia 25 de agosto de 1961. Jânio nunca explicou o que o motivou a renunciar, mas há um consenso entre os historiadores de que foi uma tentativa de autogolpe. Observando retrospectivamente, podemos perceber que foi um erro de cálculo: Jânio esperava que sua renúncia não fosse aceita e que um clamor popular surgisse exigindo seu retorno à presidência com amplos poderes políticos, isso é, sem a presença do Congresso para incomodá-lo. Com a renúncia de Jânio, uma grave crise política iniciou-se. A cúpula militar afirmou que não aceitaria a posse de João Goulart, vice-presidente e sucessor, de acordo com a Constituição de 1946. Isso deu início à campanha da legalidade, no qual, grupos mais ligados à esquerda defendiam a posse de João Goulart. Esse impasse foi solucionado com a posse de Jango, em setembro de 1961, sob um regime de parlamentarismo.